Lista C, candidata à Federação Portuguesa de Paintball.

As eleições serão realizadas no próximo dia 1 de Maio em local e horário a confirmar.

Comunicado

Vêm, por este meio, os sócios pertencentes à Lista C anunciar a retirada da sua candidatura ao ato eleitoral, devido a variadas situações, que pretendemos esclarecer de forma cabal, através do presente comunicado, para que se torne do conhecimento de todos os sócios assim interessados, os fundamentos de tal decisão.

Este tumultuoso processo eleitoral, teve o seu início com a convocatória para a Assembleia Geral de dia 10/04/2021, que previa apenas 2 pontos na ordem de trabalhos, a "Apresentação e aprovação do Relatório de Contas" e “Outros assuntos”.

Sobre o primeiro ponto refira-se que, ao contrário do preconizado nos estatutos/regulamentos da Federação Portuguesa de Paintball (FPP), o Relatório de Contas apenas foi disponibilizado no decorrer da Assembleia Geral aos presentes e nunca foi disponibilizado aos que participaram via online, impedindo uma análise atempada do mesmo. Mesmo assim e por forma a agilizar o processo sem criar bloqueios o mesmo foi aprovado.

Entrando no 2º ponto, o Presidente da Mesa, Sr. António Santos, propôs à discussão dos sócios a marcação de datas inerentes a um processo de eleições dos Órgãos da FPP (Apresentação de Listas e o Acto Eleitoral). Foi a Mesa informada, pelo sócio n.º 56 Nuno Silva, que essa discussão não deveria ser realizada no ponto "Outros Assuntos", mas sim num ponto próprio, que deveria ter constado na convocatória da Assembleia. Perante as declarações do sócio, o Presidente da Mesa propôs que fosse votada a inclusão da discussão das matérias relativas às eleições nos "Outros Assuntos". Esta, mais uma vez para que se agilizasse todo o processo cumprindo com o interesse dos sócios, foi aprovada. Foi então proposto pelo Sr. António Santos a apresentação das listas até ao dia 23 de Abril e a votação no dia seguinte, 24 Abril. Ao que, novamente, o sócio Nuno Silva se manifestou alertando para o facto de as datas, além de não cumprirem com o definido nos estatutos, seriam demasiado próximas e assim os associados nunca poderiam escolher em consciência entre as listas concorrentes (com a votação a decorrer no dia seguinte ao prazo limite para apresentação de listas). Posto isto, foram discutidos, propostos e aprovados os dias 24 de abril como limite para apresentação de listas e 1 de maio para as eleições.

Posteriomente, a Mesa aprovou 2 Listas candidatas às eleições, conforme comunicado nas redes sociais da FPP (dias 15 e 19 abril).

Qual o nosso espanto quando, no dia 22 de abril, é emitido novo comunicado nas redes sociais, onde se cancela o acto eleitoral (e consequentemente as datas referidas), convocando nova Assembleia Geral para o dia 08 maio, com o único ponto de ordem de trabalho o (re)agendamento do acto eleitoral. O Presidente da Mesa justificou o cancelamento com o não cumprimento dos estatutos/regulamentos em vigor, aquando da Assembleia anterior. Situação gerada por eles próprios e para a qual foram alertados logo na altura (como já referimos anteriormente), no entanto desvalorizaram e continuaram com o processo. A esta altura foi dado o "dito por não dito".

A realidade é que também esta Assembleia Geral foi suspensa, logo no seu início, uma vez que foi apresentado um parecer jurídico independente, por parte da nossa Lista, contestando a interpretação dada pelo Presidente da Mesa, no seu Comunicado n.º 01, publicado nas redes sociais, acerca da capacidade de voto dos sócios. Entendeu assim a Mesa suspender os trabalhos para proceder à análise do referido parecer e solicitação de outros. Os trabalhos foram retomados a 22 de maio, onde o Presidente da Mesa informou que, de acordo com os pareceres recolhidos pela mesma (que nunca foram apresentados aos sócios), mantinha-se a interpretação anteriormente comunicada. Igualmente informou que não iria haver lugar a esclarecimentos/debate acerca do tema, pelo que, quando o sócio João David sugeriu a leitura do parecer recolhido pela Mesa, prontamente tal foi dispensado pela nossa Lista. Não por considerarmos o assunto fechado/esclarecido, mas dada a determinação prévia que o assunto não seria debatido, e, consequentemente, era patente que não haveria lugar para o contraditório, nomeadamente através da leitura de outros pareceres (não apenas o recolhido pela Mesa). Assim, mais uma vez, num ato de boa-fé e de forma a não bloquear o processo eleitoral, decidiu a nossa Lista solicitar os esclarecimentos adequados em outro momento mais oportuno.

Na sequência desta Assembleia foram reagendadas as datas para 05 e 26 de junho para entrega de listas e eleições.

Mas somos novamente surpreendidos pois ao apresentarmos exatamente a mesma Lista, anteriormente aprovada pelo Sr. António Santos (Presidente da Mesa), desta vez esta não foi aprovada, alegando a Mesa que, alguns dos membros não teriam a totalidade das suas quotas regularizadas. Embora não concordando com esta interpretação, de imediato procedemos à regularização e alterações necessárias de forma a cumprir com exigido, tendo a Lista sido aprovada a 13 de junho.

No dia 20 de junho é convocada nova Assembleia Geral para o dia 26 do mesmo mês, com o único ponto da ordem de trabalhos a ser a Eleição dos Órgãos da FPP. A referida data acabaria por ser adiada para dia 10 de Junho, devido às restrições de movimentação resultantes da pandemia existente. A confirmação deste adiamento apenas foi efetuada no dia 09 de junho, e após solicitação de confirmação da data da Assembleia, por parte da nossa Lista. O que nos leva a questionar se alguma vez seríamos informados de tal decisão caso não tivéssemos tomado a iniciativa de os contactar.

No dia 10 de junho, estando os sócios presentes para a eleição, ocorre novo cancelamento do acto pelo Presidente da Mesa, apresentando como justificação o facto de terem sidos alertados, por um sócio, da existência de irregularidades na Lista A, as quais não tinham sido detetadas aquando da aprovação da lista. Informaram então os sócios de novo agendamento de Assembleia para a data de 24 de julho, afim de fixar novas datas para o acto eleitoral. Ou seja, assistimos a mais uma decisão unilateral e autoritária do Presidente da Mesa da Assembleia, sem a consulta dos sócios, que acontece no dia previsto para o acto eleitoral. No nosso entender esta catapulta de decisões tomadas durante todo este processo eleitoral, assim como a omissão das mesmas e/ou falta de comunicação das mesmas, constituem um total desrespeito para com os associados.

Para culminar de todo este processo, no dia 14 de julho, novamente nas redes sociais da FPP, o Presidente da Mesa da Assembleia, Sr. António Santos, apresenta a sua demissão do cargo, alegando estar a fazer a vontade ao sócio Domingos Leitão. Na verdade, é do conhecimento da Lista C que vários sócios solicitaram, não a demissão do Presidente da Mesa mas sim, a inclusão na Assembleia Geral de um ponto de discussão sobre a possibilidade de expulsão de sócio do Presidente, dadas as constantes irregularidades e atropelos dos estatutos, regulamentos e até lei geral, cometidas pelo mesmo no exercício das suas funções.

Salienta-se que, durante todo este processo, e perante tantas irregularidades para com os estatutos e regulamentos, nunca a Direção cessante da FPP alertou a Mesa de tais ocorrências aquando das assembleias.

Dois dias depois, a 16 de julho, o até à data vice-presidente da mesa Sr. André Rosa, informou aceitar o pedido de demissão apresentado e que passaria a assumir o cargo deixado vago, tal como consta do Comunicado n.º 03. No mesmo comunicado é afirmado que, conforme aprovado pelos sócios, na Assembleia de 10 de junho (aprovação que nunca aconteceu pois não foi dada oportunidade aos sócios de se manifestarem na referida Assembleia), mantinha-se a convocatória da Assembleia Geral, para o dia 24 de julho, com o mesmo ponto único da ordem de trabalhos.

Perante este processo totalmente errático, sinuoso, com a total sensação de que algo de estranho se passa ou de que alguém está infimamente agarrado ao lugar que ocupa, sem se perceber o porquê, somos como Lista, infelizmente contra a nossa vontade de contribuir para que o paintball nacional evolua e passe a ser um desporto devidamente reconhecido e sustentado, a decidir pela não continuidade da nossa candidatura. Definitivamente não nos revemos nos acontecimentos descritos neste comunicado.

De realçar que repudiamos ainda, por completo, acusações de conduta de má-fé por parte da nossa Lista. Apesar dos muitos alertas para as irregularidades cometidas, nunca foram colocados bloqueios para a realização do acto eleitoral necessário para o normal desenvolvimento da atividade da FPP. Foram sim solicitados esclarecimentos vários, muitos sem resposta.

Os sócios constituintes da Lista C:

  • Carlos Fernandes - Sócio N.º 1288
  • Rui Leal - Sócio N.º 1441
  • Nuno Silva - Sócio N.º 56
  • Nuno Fonseca - Sócio N.º 1293
  • Bruno Soares - Sócio N.º 1655
  • Hugo Estima - Sócio N.º 635
  • Ricardo Moreira - Sócio N.º 1442
  • Maria Sousa - Sócio N.º 55
  • Victor Oliveira - Sócio N.º 1289
  • João Figueiredo - Sócio N.º 1456
  • João Salavessa - Sócio N.º 634
  • Adriano Cerdeira - Sócio N.º 743
  • Carlos Azevedo - Sócio N.º 1559
  • Daniel Leal - Sócio N.º 1444
  • Ricardo Matos - Sócio N.º 1657
  • Rúben Martins - Sócio N.º 1419

Manifesto

O Paintball é uma modalidade desportiva com todos os benefícios inerentes a quem o pratica, no entanto é uma modalidade muito fechada em si mesma e que raramente se dá a conhecer à sociedade.
Entendemos que o papel de uma federação é olhar para fora dos campos e tentar estabelecer mais “pontes” com outros agentes da Sociedade Civil. Sejam estes empresas, instituições de ensino, culturais e de apoio social, nunca esquecendo o motivo da existência da nossa modalidade, que é o fomento e o crescimento da prática do Paintball, desde o ensino dos movimentos básicos até ao conhecimento e respeito das regras e regulamentos.
Queremos estar mais perto dos jogadores e das associações de norte a sul do país, sem esquecer os arquipélagos da Madeira e dos Açores, daqueles que jogam e dos que não jogam!
Queremos, acima de tudo, uma FPP agregadora de jogadores, de associações e de profissionais do setor.
Sabemos o trabalho que nos espera e as dificuldades a ultrapassar, mas estamos motivados para este desafio em prol do Paintball que todos amamos. Por isso, apresentamos os nossos pilares para o mandato 2021-2023. Mais do que um programa eleitoral, este é um compromisso que queremos assumir com empenho perante todos os que amam esta modalidade.

  1. Transparência e comunicação
    • Aproximar a FPP de todos os seus intervenientes
    • Criar o departamento de apoio ao praticante, sócio e associação
    • Criar de forma transparente relações com todos os agentes do sector
    • Promover o acesso à modalidade apoiado nos princípios da universalidade, da igualdade bem como da coesão e continuidade territorial
    • Promover um acesso à modalidade equilibrado e não discriminatório entre praticantes do sexo masculino e feminino
    • Diligenciar reuniões regulares com associações filiadas
  2. Crescimento sustentado da modalidade
    • Aumentar o número de praticantes a nível nacional
    • Fomentar o Paintball nas diferentes faixas etárias
    • Hierarquizar e estruturar as provas regionais e nacionais
    • Divulgar os locais onde se pode praticar Paintball em Portugal
    • Dinamizar as diferentes vertentes do Paintball
    • Criar o selo de qualidade FPP nos campos
    • Criar prémios anuais de distinção de “Boas Práticas”
    • Criar o Dia Nacional do Paintball
  3. Formação
    • Implementar cursos de formação de treinadores e árbitros
    • Apoiar as associações em cursos de dirigentes associativos
    • Implementar um programa de Intercâmbio com jogadores, treinadores e árbitros de outros países
    • Criação de um Quadro Nacional de Formadores
    • Constituir uma "Equipa Técnica Nacional"
  4. Reconhecimento nacional e internacional
    • Organizar provas internacionais
    • Aumentar a divulgação da modalidade nos canais de comunicação social (físicos e digitais)
    • Descentralizar as provas nacionais e outras atividades federativas (AGs, Cursos, entre outros)
    • Criar um calendário de provas nacionais único para todas as vertentes
    • Procurar o reconhecimento da FPP perante entidades institucionais

Sobre nós

Direção

Presidente

Carlos Fernandes

Sócio Nº 1288

Vice-Presidente

Rui Leal

Sócio Nº 1441


Secretário

Nuno Silva

Sócio Nº 56

Tesoureiro

Nuno Fonseca

Sócio Nº 1293

Vogal

Bruno Paupério Soares

Sócio Nº 1655



Assembleia Geral

Presidente

Hugo Estima

Sócio Nº 635

Vice-Presidente

Ricardo Moreira

Sócio Nº 1442

Secretário

Maria Sousa

Sócio Nº 55



Conselho de Disciplina e Arbitragem

Presidente

Victor Oliveira

Sócio Nº 1289

Vice-Presidente

João Figueiredo

Sócio Nº 1456


Vogal

João Salavessa

Sócio Nº 634

Vogal

Adriano Cerdeira

Sócio Nº 743

Vogal

Carlos Andre Azevedo

Sócio Nº 1559



Conselho Fiscal

Presidente

Daniel Leal

Sócio Nº 1444

Vice-Presidente

Ricardo Matos

Sócio Nº 1657

Secretário

Rúben Martins

Sócio Nº 1419

Contactos

Caso tenhas alguma questão, poderás entrar em contacto através do endereço de e-mail [email protected]